PANORAMA NACIONAL — JORNALISMO DE ANÁLISE E CONTEXTO domingo, 26 de julho de 2026
Internacional

Estados Unidos realizam ataque na Síria e eliminam líder do Estado Islâmico no noroeste do país

As Forças Armadas dos Estados Unidos anunciaram a realização de uma operação militar na Síria que culminou na morte de Ali Husayn al-‘Ulaywi, identificado como um dos principais comandantes do Estado Islâmico (EI) na região noroeste do país. A ação, executada na semana passada, foi divulgada oficialmente nesta quarta-feira (24).

Apesar de sua capacidade operacional reduzida, o Estado Islâmico mantém atividades por meio de células clandestinas no território sírio, que seguem representando uma ameaça à segurança regional. O grupo extremista permanece em oposição ao governo atual da Síria, estabelecido após a deposição do ex-presidente Bashar al-Assad em 2024, em um contexto de conflito interno e reorganização política.

Contexto político e alianças regionais

O comunicado das autoridades americanas destacou que a ofensiva integra esforços contínuos para proteger parceiros estratégicos na região. Nesse cenário, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem manifestado apoio a Ahmed Al-Sharaa, líder sírio que assumiu o poder após o golpe que derrubou Assad. Al-Sharaa, ex-comandante da Al-Qaeda, tem buscado uma postura de moderação e reunificação nacional, tentando superar os impactos da guerra e o isolamento internacional.

Trump chegou a elogiar publicamente o trabalho de Al-Sharaa na estabilização do país e sugeriu, recentemente, que Israel transferisse para a Síria a responsabilidade pelo combate ao grupo Hezbollah, uma proposta que foi rejeitada pelo governo israelense.

Compromisso dos EUA no combate ao terrorismo

Em nota, as Forças Armadas dos EUA reforçaram que a operação faz parte de uma estratégia ampla para interromper e eliminar ameaças terroristas que possam atingir cidadãos e interesses americanos, tanto no exterior quanto em território nacional. O almirante Brad Cooper, comandante do Comando Central dos EUA (Centcom), reafirmou o compromisso de sua equipe e parceiros na erradicação dos remanescentes do Estado Islâmico, garantindo uma derrota duradoura do grupo e a proteção dos aliados na região.