Um recente estudo conduzido pela Mayo Clinic nos Estados Unidos destaca o impacto significativo dos sintomas da menopausa na produtividade e na permanência das mulheres no mercado de trabalho. O levantamento, que envolveu aproximadamente 4.400 mulheres entre 45 e 60 anos, aponta que os efeitos do climatério podem gerar custos elevados para a força de trabalho feminina.
O climatério, período que abrange a transição do ciclo reprodutivo ao não reprodutivo, é caracterizado por sintomas como ondas de calor, suores noturnos, insônia, oscilações de humor e ansiedade, entre outros. Tais manifestações podem provocar dificuldades no ambiente profissional, incluindo faltas ao trabalho e redução da capacidade produtiva.
Dados e impactos econômicos
Segundo o estudo, 13,4% das participantes relataram ao menos um episódio em que os sintomas da perimenopausa ou pós-menopausa interferiram no desempenho laboral, resultando em uma média de três dias de ausência ao longo de um ano. O custo estimado dessas dificuldades para a economia americana ultrapassa US$ 1,8 bilhão anualmente.
Além das ausências, uma parcela menor das mulheres enfrentou situações tão debilitantes que culminaram na perda do emprego, seja por demissão ou por decisão própria de deixar o posto de trabalho.
Aspectos sociais e culturais
O estudo também evidencia que a menopausa permanece um tema pouco discutido e frequentemente estigmatizado no ambiente corporativo. Profissionais da saúde ressaltam que muitas mulheres evitam abordar o assunto por receio de serem vistas como problemáticas ou incapazes. Essa barreira cultural dificulta o reconhecimento dos impactos reais dessa fase na vida profissional feminina.
Os pesquisadores observam que o valor econômico apontado pode ser subestimado, uma vez que a amostra do estudo foi composta predominantemente por mulheres brancas, com nível educacional elevado e acesso a serviços de saúde, não representando integralmente a diversidade da população trabalhadora.
