PANORAMA NACIONAL — JORNALISMO DE ANÁLISE E CONTEXTO sábado, 13 de junho de 2026
Brasil

Estudo aponta impacto econômico da menopausa na força de trabalho feminina nos EUA

Um recente estudo conduzido pela Mayo Clinic nos Estados Unidos destaca o impacto significativo dos sintomas da menopausa na produtividade e na permanência das mulheres no mercado de trabalho. O levantamento, que envolveu aproximadamente 4.400 mulheres entre 45 e 60 anos, aponta que os efeitos do climatério podem gerar custos elevados para a força de trabalho feminina.

O climatério, período que abrange a transição do ciclo reprodutivo ao não reprodutivo, é caracterizado por sintomas como ondas de calor, suores noturnos, insônia, oscilações de humor e ansiedade, entre outros. Tais manifestações podem provocar dificuldades no ambiente profissional, incluindo faltas ao trabalho e redução da capacidade produtiva.

Dados e impactos econômicos

Segundo o estudo, 13,4% das participantes relataram ao menos um episódio em que os sintomas da perimenopausa ou pós-menopausa interferiram no desempenho laboral, resultando em uma média de três dias de ausência ao longo de um ano. O custo estimado dessas dificuldades para a economia americana ultrapassa US$ 1,8 bilhão anualmente.

Além das ausências, uma parcela menor das mulheres enfrentou situações tão debilitantes que culminaram na perda do emprego, seja por demissão ou por decisão própria de deixar o posto de trabalho.

Aspectos sociais e culturais

O estudo também evidencia que a menopausa permanece um tema pouco discutido e frequentemente estigmatizado no ambiente corporativo. Profissionais da saúde ressaltam que muitas mulheres evitam abordar o assunto por receio de serem vistas como problemáticas ou incapazes. Essa barreira cultural dificulta o reconhecimento dos impactos reais dessa fase na vida profissional feminina.

Os pesquisadores observam que o valor econômico apontado pode ser subestimado, uma vez que a amostra do estudo foi composta predominantemente por mulheres brancas, com nível educacional elevado e acesso a serviços de saúde, não representando integralmente a diversidade da população trabalhadora.