PANORAMA NACIONAL — JORNALISMO DE ANÁLISE E CONTEXTO domingo, 26 de abril de 2026
Brasil

Estudo indica redução de sintomas depressivos entre idosos na última década na Finlândia

Uma recente pesquisa conduzida pelo Centro de Pesquisa em Gerontologia e pela Faculdade de Esportes e Ciências da Saúde da Universidade de Jyväskylä, na Finlândia, analisou diferenças no bem-estar mental de idosos entre duas gerações. O estudo comparou sintomas depressivos e satisfação com a vida entre pessoas na faixa etária de 75 a 80 anos nos períodos de 1989-1990 e 2017-2018.

Os resultados indicam que os idosos contemporâneos apresentam menos sinais de depressão em relação aos idosos da década de 1990. Essa redução está associada, em parte, a melhorias nas condições de saúde e níveis educacionais mais elevados entre as gerações mais recentes.

Condições físicas e cognitivas aprimoradas

Pesquisas anteriores realizadas pela mesma equipe já haviam apontado avanços em aspectos físicos e cognitivos, como força muscular, velocidade ao caminhar, rapidez nas reações, fluência verbal e raciocínio lógico entre os idosos atuais, sugerindo um envelhecimento com maior qualidade funcional.

Ao ampliar o foco para o bem-estar mental, o estudo constatou que, apesar da diminuição dos sintomas depressivos, o grau de satisfação com a vida se mantém semelhante entre as duas coortes. Segundo a pesquisadora Tiia Kekäläinen, essa constatação pode estar relacionada à capacidade de adaptação dos indivíduos às condições de vida que enfrentam, independentemente da época.

Contexto social e melhorias globais

O levantamento ainda destaca que, embora a Finlândia tenha sido reconhecida pelo sexto ano consecutivo em 2023 como o país mais feliz do mundo segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), avanços significativos em áreas como higiene, nutrição, assistência médica, educação e direitos trabalhistas têm contribuído para o aprimoramento do bem-estar dos idosos em diversas regiões, inclusive em países com menor desenvolvimento econômico.

O estudo considerou duas coortes: a primeira composta por 617 pessoas nascidas entre 1910 e 1914, avaliadas entre 1989 e 1990, e a segunda por 794 indivíduos nascidos entre 1938-39 e 1942-43, avaliados entre 2017 e 2018. Essa comparação estatística permitiu identificar mudanças relevantes no perfil de saúde mental e qualidade de vida dos idosos ao longo das últimas três décadas.