O governo da Espanha anunciou que todos os passageiros restantes a bordo do cruzeiro MV Hondius, afetado por um surto suspeito de hantavírus, não apresentam sintomas da doença e serão repatriados. O navio, operado pela empresa holandesa Oceanwide Expeditions, partiu de Ushuaia, na Argentina, e tinha como destino final Cabo Verde.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), três pessoas morreram durante a viagem em decorrência do possível surto. A ministra espanhola da Saúde, Mónica García, informou que 14 passageiros espanhóis serão transferidos para um hospital em Madri, onde permanecerão em quarentena após o desembarque.
Controvérsia sobre o atracamento nas Ilhas Canárias
O navio estava autorizado pelo governo espanhol a atracar em Tenerife, nas Ilhas Canárias, para que os passageiros fossem avaliados e recebessem atendimento médico. No entanto, o governo regional do arquipélago manifestou oposição à chegada da embarcação, alegando falta de critérios técnicos que garantam a segurança da população local. O presidente das Ilhas Canárias, Fernando Clavijo, solicitou uma reunião urgente com o primeiro-ministro Pedro Sánchez para discutir o caso.
Conforme comunicado do Ministério da Saúde da Espanha, a decisão de levar o navio às Ilhas Canárias foi tomada diante da incapacidade de Cabo Verde de realizar a operação de evacuação e tratamento. As Ilhas Canárias dispõem da infraestrutura necessária para o atendimento dos passageiros e tripulantes, incluindo cidadãos espanhóis.
Ao chegar ao arquipélago, as equipes médicas realizarão exames e tratamentos antes da repatriação dos passageiros para seus países de origem. A situação evidencia o desafio de coordenar respostas sanitárias em casos de surtos infecciosos em embarcações internacionais, especialmente diante de divergências administrativas internas.
