O Hamas declarou nesta sexta-feira que só entregará suas armas após a retirada completa das forças israelenses da Faixa de Gaza e o fim dos bombardeios contra o território. A posição foi confirmada por Ghazi Hamad, negociador do grupo, e outras fontes próximas ao movimento, que destacam que o compromisso israelense de cessar fogo é condição indispensável para o avanço do acordo.
O acordo, anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prevê um desarmamento gradual do Hamas e a retirada do Exército israelense de Gaza, com a supervisão do Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG). O grupo palestino enfatizou que está realizando concessões visando à proteção da população local, buscando evitar mortes e deslocamentos.
Mediação e implementação do acordo
O Conselho da Paz, criado por Trump para mediar o processo e promover a reconstrução da Faixa de Gaza, afirmou que o Hamas aceitou um plano detalhado para avançar nas próximas etapas do cessar-fogo. A organização ressaltou que a transição para a plena autoridade do NCAG ocorrerá de forma gradual e que a atenção está voltada para a implementação das medidas acordadas.
Trump destacou que, após o desarmamento do Hamas, as tropas israelenses se retirarão e uma Força Internacional de Estabilização, formada por contingentes de diversos países, assumirá a segurança local em parceria com uma nova força policial palestina. Essa força internacional teve sua entrada autorizada por Israel recentemente.
Contexto das negociações
As negociações para consolidar o acordo vinham sendo conduzidas no Egito há semanas, com o objetivo de consolidar o cessar-fogo vigente desde outubro e encerrar o conflito de forma definitiva. O desarmamento do Hamas, que controla Gaza desde 2007, era identificado como um dos principais impedimentos para a paz.
Apesar do anúncio, autoridades israelenses ainda não emitiram uma resposta oficial e manifestaram reservas quanto à proposta, questionando se ela atende plenamente às exigências de desmilitarização completa do território. Também foi informado que o tema não foi abordado na reunião entre Trump e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, na Casa Branca.
