Desde janeiro de 2023, o Instituto Butantan trabalha no desenvolvimento de uma vacina contra a gripe aviária, doença que recentemente teve seus primeiros casos confirmados em aves marinhas e silvestres no Brasil. O avanço do projeto já alcançou a fase inicial de testes pré-clínicos, utilizando cepas vacinais disponibilizadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Contexto da gripe aviária no país
De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária, os primeiros registros da doença no Brasil ocorreram em meados de maio. Até o momento, não há confirmação de transmissão para humanos. A doença tem afetado aves migratórias, que não fazem parte da cadeia produtiva industrial de aves e ovos, o que garante a continuidade da produção e comercialização desses alimentos sem risco direto para os consumidores.
Medidas preventivas e monitoramento
Apesar do baixo risco de contágio entre pessoas, conforme indicado pela OMS, as autoridades reforçaram as medidas de biossegurança em aviários para minimizar a disseminação do vírus. A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com aves infectadas, vivas ou mortas, e por isso é recomendada a não manipulação desses animais.
Preparação para potenciais pandemias
O desenvolvimento da vacina pelo Instituto Butantan integra um esforço estratégico para fortalecer a capacidade do país em responder a possíveis pandemias, seguindo o exemplo da atuação da instituição durante a pandemia de Covid-19. O monitoramento contínuo e a pesquisa são fundamentais para evitar que o vírus da gripe aviária sofra mutações que possam aumentar sua transmissibilidade.
