O registro da captura de um pirarucu com 113 kg em um rio do interior de São Paulo trouxe alerta para pesquisadores ambientais. A espécie, nativa da Amazônia, não possui predadores naturais na região, o que pode provocar desequilíbrios ecológicos significativos.
De acordo com a doutora em Desenvolvimento Sustentável Carolina Doria, da Universidade Federal de Rondônia (Unir), o pirarucu é um predador carnívoro que se alimenta de peixes nativos, ameaçando a fauna local. A presença desse peixe fora de seu habitat natural pode comprometer o equilíbrio dos ecossistemas aquáticos.
Origem da invasão e medidas de controle
Segundo Carolina Doria, a introdução do pirarucu nos rios paulistas possivelmente decorre de escapes acidentais ou soltura deliberada a partir de fazendas de piscicultura. Em situações de alagamento ou rompimento de tanques, os exemplares podem ter alcançado ambientes naturais, onde se estabelecem e proliferam.
A Polícia Ambiental de São Paulo informou que, por ser considerado uma espécie invasora, a pesca do pirarucu é permitida, inclusive durante o período da piracema, desde que sejam respeitadas as normas vigentes. Essa medida visa auxiliar no controle populacional e mitigação dos impactos ambientais.
Contexto nacional e internacional
A especialista destaca que a invasão do pirarucu não é um fenômeno restrito a São Paulo, mas também ocorre em outros estados e países. Ela reforça a necessidade de ações coordenadas pelos órgãos ambientais para conter a expansão da espécie e preservar a integridade dos ecossistemas afetados.
