PANORAMA NACIONAL — JORNALISMO DE ANÁLISE E CONTEXTO quinta-feira, 3 de setembro de 2026
Internacional

Presidente da FIFA busca apoio de Donald Trump para manter liderança após controvérsia sobre venda de direitos comerciais

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, planeja solicitar o apoio do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para garantir sua permanência na liderança da entidade. A movimentação ocorre após reação negativa de dirigentes e entidades esportivas internacionais a um projeto apresentado por Infantino na última semana.

A proposta inicial previa a criação da FIFA Forward Enterprise (FFE), uma subsidiária avaliada em cerca de 20 bilhões de dólares que administraria os direitos comerciais da Copa do Mundo e dos Mundiais de Clubes masculino e feminino. A iniciativa contemplava a venda de uma participação minoritária desses direitos a investidores privados, com a comercialização intermediada pelo fundo Thrive Eternal, ligado a Joshua Kushner, irmão do ex-conselheiro da Casa Branca Jared Kushner.

O plano gerou forte resistência, especialmente por parte da União das Associações Europeias de Futebol (UEFA), que chegou a anunciar um boicote às competições organizadas pela FIFA enquanto a proposta não fosse retirada definitivamente. Em resposta às críticas, Infantino decidiu suspender o projeto.

Relação entre Infantino e Trump

Durante a Copa do Mundo de 2026, realizada nos Estados Unidos, México e Canadá, foi evidenciada uma aproximação entre o dirigente da FIFA e Donald Trump. Antes do evento, Infantino instituiu o Prêmio FIFA da Paz, concedido a Trump, que havia manifestado interesse em receber o Prêmio Nobel da Paz.

De acordo com informações do jornal “New York Post”, Infantino solicitou ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, a intermediação de uma reunião com Trump para assegurar seu apoio político. Até o momento, o governo dos Estados Unidos não confirmou oficialmente o encontro.

Essa articulação ocorre em meio a questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse relacionados à participação de investidores privados vinculados à família de Trump no plano de comercialização dos direitos da FIFA.