A Rússia conduziu uma série de exercícios militares destinados a testar seus mísseis com capacidade nuclear, abrangendo operações em territórios russos e bielorrussos. O Ministério da Defesa russo divulgou imagens que mostram veículos lançadores, aeronaves de combate nucleares, além de navios e submarinos envolvidos nas manobras.
Os exercícios, iniciados no dia 19 de maio, envolveram o posicionamento de munições nucleares em instalações de armazenamento na Bielorrússia, além do preparo das forças de mísseis estratégicos para possíveis lançamentos. Segundo o comunicado oficial, o objetivo principal foi a verificação da prontidão para executar tarefas de combate em um contexto de potencial agressão.
O presidente russo, Vladimir Putin, acompanhado do líder bielorrusso Alexander Lukashenko por videoconferência, justificou os treinamentos citando o aumento das tensões globais. Putin ressaltou que a tríade nuclear serve como garantia da soberania dos dois países, enfatizando que o uso de armas nucleares permanece como último recurso.
O porta-voz do Kremlin indicou que este tipo de exercício é um sinal importante, embora não tenha detalhado aspectos adicionais. As manobras mobilizaram cerca de 64 mil militares, configurando-se em uma das maiores simulações nucleares dos últimos anos para assegurar a capacidade de resposta estratégica.
Míssil balístico intercontinental RS-28 Sarmat
Recentemente, a Rússia realizou o teste final do míssil balístico intercontinental RS-28 Sarmat, conhecido pela Otan pelo apelido “Satanás” devido ao seu alcance e velocidade. Com capacidade para transportar múltiplas ogivas nucleares e um alcance estimado em até 35 mil quilômetros, o Sarmat pode contornar rotas tradicionais de defesa, incluindo trajetórias pelos polos Norte e Sul.
Desenvolvido para substituir versões soviéticas antigas, o RS-28 incorpora tecnologias que dificultam sua interceptação, incluindo a capacidade de transportar veículos hipersônicos Avangard, que podem alterar trajetória e velocidade durante o voo. Autoridades russas afirmam que o sistema é capaz de superar os modernos escudos antimísseis dos Estados Unidos e da Europa, reforçando o poder de dissuasão nuclear do país.
