PANORAMA NACIONAL — JORNALISMO DE ANÁLISE E CONTEXTO sábado, 13 de junho de 2026
Internacional

Trump critica chanceler alemão e sugere foco na crise ucraniana e desafios internos da Alemanha

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou críticas ao chanceler alemão Friedrich Merz, afirmando que o líder europeu deveria priorizar a resolução da guerra entre Rússia e Ucrânia e dedicar menos atenção ao enfrentamento da ameaça nuclear do Irã. As declarações foram feitas nesta quinta-feira (30) por meio da rede social Truth Social.

Nos últimos dias, Trump e Merz têm divergido publicamente sobre a condução do conflito no Irã. Merz declarou que os Estados Unidos aparentam não possuir uma estratégia clara para encerrar o embate, ressaltando que o Irã está em uma posição de vantagem inesperada. Ele também afirmou que os EUA estão sendo humilhados nas negociações, especialmente pela atuação da Guarda Revolucionária iraniana.

Em resposta, Trump contestou a interpretação do chanceler alemão, acusando-o de não compreender a situação e sugerindo que Merz estaria complacente com a possibilidade de o Irã desenvolver armas nucleares, o que o presidente americano classificou como um risco global. Trump ressaltou ainda que está adotando medidas que outros países deveriam ter implementado há tempos para conter a ameaça iraniana.

Além das críticas ao posicionamento internacional de Merz, Trump também mencionou os desafios internos da Alemanha, destacando questões relacionadas à imigração e à crise energética, e classificou o país como “quebrado”. O presidente americano indicou que o chanceler deveria concentrar esforços na resolução desses problemas e no conflito na Ucrânia, onde, segundo ele, Merz tem sido ineficaz.

Vale destacar que, apesar das declarações de Trump, não há registros públicos de que Friedrich Merz tenha defendido a posse de armamento nuclear pelo Irã. Pelo contrário, em abril deste ano, o chanceler afirmou que o programa nuclear militar iraniano deveria ser encerrado. A Alemanha, como membro da Otan, autorizou o uso de suas bases para operações dos Estados Unidos contra o Irã, posição que já foi elogiada por Trump em ocasiões anteriores.

Com o agravamento das tensões, Merz passou a adotar um tom mais crítico em relação ao conflito, o que, segundo informações do jornal The Wall Street Journal, levou os Estados Unidos a considerar o fechamento de uma base militar americana em solo alemão.