O bloqueio no transporte de fertilizantes pelo Estreito de Ormuz pode desencadear uma crise humanitária de grande magnitude nas próximas semanas, alertou Jorge Moreira da Silva, diretor executivo do Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS). Segundo o representante da ONU, a interrupção nas entregas pode colocar 45 milhões de pessoas em situação de fome e inanição.
O Estreito de Ormuz, passagem estratégica para o comércio marítimo global, especialmente para o setor agrícola, é essencial para a circulação de insumos como fertilizantes. A paralisação dos navios que transportam esses produtos pode comprometer a produção de alimentos em diversas regiões dependentes desses insumos.
Moreira da Silva, que lidera um grupo de trabalho da ONU focado em mitigar essa possível crise, ressaltou que há apenas algumas semanas para agir e evitar o agravamento da situação. A perspectiva é de que, sem medidas eficazes, o impacto humanitário será severo, ampliando a vulnerabilidade alimentar em escala global.
O alerta da ONU ocorre em um contexto de tensões geopolíticas na região, que dificultam o fluxo regular dos carregamentos. A comunidade internacional acompanha atentamente os desdobramentos para buscar soluções que garantam a estabilidade no fornecimento desses insumos essenciais.
Em síntese, a interrupção no tráfego de fertilizantes pelo Estreito de Ormuz representa um desafio urgente para a segurança alimentar mundial, exigindo coordenação internacional para prevenir consequências humanitárias significativas.
