PANORAMA NACIONAL — JORNALISMO DE ANÁLISE E CONTEXTO sábado, 13 de junho de 2026
Brasil

Abordagens não medicamentosas e estratégias para manejo da demência: redução de custos e melhora na qualidade de vida

Um estudo recente da Brown University avaliou o impacto de quatro intervenções não medicamentosas no tratamento de pacientes com Alzheimer e outras formas de demência. A pesquisa utilizou simulações para comparar esses métodos com os protocolos tradicionais baseados em medicamentos, evidenciando uma redução de custos de até US$ 13 mil por paciente, menor número de internações em instituições de longa permanência e melhoria na qualidade de vida dos pacientes.

As intervenções analisadas têm como foco principal maximizar a autonomia dos pacientes em seus domicílios, além de oferecer suporte emocional e orientações práticas aos cuidadores. Entre as abordagens destacadas estão os programas Maximizing Independence at Home, New York University Caregiver, Alzheimer’s and Dementia Care e Adult Day Service Plus. O estudo foi publicado na revista “Alzheimer’s & Dementia: The Journal of Alzheimer’s Association”.

Desafios cotidianos e comportamentos associados à demência

Pacientes com demência frequentemente apresentam comportamentos desafiadores, que podem ser interpretados como reações intempestivas. Entretanto, esses comportamentos muitas vezes decorrem da frustração diante da dificuldade em realizar tarefas diárias simples, que para pessoas sem comprometimento cognitivo são automáticas. Atividades como escovar os dentes envolvem múltiplas etapas que podem se tornar complexas para esses indivíduos.

Recomendações para reduzir o estresse e melhorar a rotina

Especialistas em cuidado com idosos elaboraram orientações para tornar o cotidiano menos estressante para pacientes com demência. Entre as principais recomendações estão: aceitar as limitações do paciente e ajustar expectativas; simplificar as escolhas oferecidas para evitar sobrecarga; reduzir o ritmo das atividades para respeitar o tempo necessário para processamento cognitivo; manter ambientes calmos e previsíveis; utilizar comunicação clara e pausada; evitar excesso de atividades que possam causar fadiga; minimizar dores e desconfortos físicos; adaptar tarefas para garantir o sucesso nas ações diárias; e preservar o respeito e a dignidade do paciente em todas as interações.

Essas estratégias visam não apenas a melhoria do bem-estar dos pacientes, mas também o suporte aos familiares e cuidadores, contribuindo para um manejo mais eficaz e humanizado da doença.