Na noite de quinta-feira, um ataque realizado com drones na cidade de Starobilsk, região de Luhansk, controlada por forças russas, resultou na morte de 12 pessoas, segundo informações das autoridades locais divulgadas no sábado (23). Além dos óbitos confirmados, nove pessoas permanecem desaparecidas sob os escombros de um prédio residencial que desabou após o impacto.
Starobilsk, conhecida na Ucrânia pelo mesmo nome, é uma cidade de aproximadamente 16 mil habitantes situada em uma área quase totalmente sob domínio russo. O edifício atingido, que funcionava como dormitório, abrigava principalmente jovens, com idades entre 14 e 18 anos, conforme relatado por fontes regionais.
Reações e posicionamentos oficiais
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, condenou o ataque, alegando que a ação atingiu uma área sem presença de alvos militares, e prometeu medidas de retaliação. Em contrapartida, o Ministério da Defesa da Ucrânia negou que civis tenham sido o alvo da operação, afirmando que o objetivo foram instalações militares russas, incluindo o quartel-general de uma unidade especializada em ataques com drones, conhecida como grupo Rubikon.
Vídeos divulgados pelo Ministério de Situações de Emergência da Rússia mostram equipes de resgate trabalhando na remoção de escombros do prédio destruído, que tinha cinco andares. A maioria das vítimas registradas e desaparecidas são mulheres jovens, nascidas entre 2003 e 2008, de acordo com dados fornecidos pelo governador da região nomeado por Moscou, Leonid Pasechnik.
Contexto do conflito e uso de drones
Desde o ano passado, houve um aumento significativo no uso de drones em ataques por ambas as partes do conflito, com ações frequentes durante a noite. As capacidades tecnológicas de Ucrânia e Rússia permitem lançamentos constantes desses dispositivos, intensificando a dinâmica da guerra na região, especialmente na área de Luhansk, que continua sob forte controle russo.
O episódio em Starobilsk destaca os desafios humanitários e militares do conflito, com consequências diretas para a população civil e a complexidade das operações militares na região.
