Na tarde desta quarta-feira (12), garimpeiros e seus familiares promoveram um bloqueio na BR-319, em Porto Velho, Rondônia, em protesto contra a destruição de dragas utilizadas na mineração ilegal no rio Madeira. A manifestação ocorreu em resposta a uma operação integrada da Polícia Federal (PF), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que atua para combater atividades ilegais na região.
Durante o protesto, os manifestantes incendiaram pneus na rodovia que dá acesso ao Porto Organizado e à ponte sobre o rio Madeira, ponto estratégico que liga Rondônia ao Amazonas. O bloqueio gerou longas filas de veículos e carretas em ambos os sentidos da via. Autoridades de segurança pública, incluindo a Polícia Militar, o secretário estadual de Segurança, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Corpo de Bombeiros, estiveram no local para negociar o fim da paralisação e garantir a segurança da área. Após mais de três horas, motoristas conseguiram passar pelo bloqueio e a rodovia foi liberada.
Operação contra o garimpo ilegal no rio Madeira
A ação denominada “Lex Et Ordo” tem como objetivo desarticular organizações criminosas envolvidas no garimpo ilegal de ouro no rio Madeira, que abrange territórios em Rondônia e Amazonas. Conforme informado pela Polícia Federal, a operação visa combater práticas que causam danos ambientais significativos, como a alteração do curso natural do rio, destruição da vegetação ribeirinha e obstrução de canais de água.
Como parte da operação, 81 embarcações irregulares foram inutilizadas, sendo que algumas dragas foram explodidas para evitar seu uso futuro. Vídeos divulgados por familiares dos garimpeiros mostram reclamações em relação à destruição dessas balsas, algumas das quais serviam também como moradia para os trabalhadores.
O rio Madeira está classificado como Área de Proteção Ambiental (APA), onde a atividade de garimpo não é autorizada devido ao impacto ambiental que provoca. A região é uma das mais afetadas da Amazônia brasileira, o que reforça a necessidade das ações de fiscalização e combate ao garimpo ilegal que continuam em andamento, com previsão de novas operações.
