PANORAMA NACIONAL — JORNALISMO DE ANÁLISE E CONTEXTO domingo, 26 de abril de 2026
Política

Eduardo Leite defende candidatura ao Planalto como única opção de centro no PSD e mantém compromisso com governo do RS

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, afirmou nesta quarta-feira (25) que é o único pré-candidato de centro dentro do PSD para a disputa presidencial e defendeu a importância do partido assumir essa posição política nas eleições deste ano. Leite ressaltou que, caso não seja selecionado como candidato do partido, permanecerá no comando do governo estadual até o término de seu mandato.

Leite destacou que o PSD precisa preencher o espaço político de centro, um campo que, segundo ele, está ausente na atual conjuntura eleitoral. Em entrevista ao programa Mais, da GloboNews, o governador reconheceu a legitimidade da pré-candidatura de Ronaldo Caiado, governador de Goiás, mas afirmou que sua proposta política representa uma alternativa distinta da direita, na qual Caiado estaria inserido.

Posicionamento político e desincompatibilização

Ao rejeitar a concepção de centro como neutralidade, Leite defendeu um “centro posicionado”, que combine firmeza em segurança pública e combate à corrupção, características tradicionalmente associadas à direita, com a proteção dos grupos vulneráveis, bandeira da esquerda. Ele estabeleceu que só deixará o governo gaúcho para concorrer à Presidência, respeitando o prazo legal de desincompatibilização, que se encerra em 4 de abril.

Sobre a definição do candidato do PSD, Leite ressaltou que o processo interno ainda está em andamento, especialmente após a desistência de Ratinho Júnior, e que nenhuma decisão foi oficializada até o momento. Ele afirmou que o partido precisa consolidar uma alternativa que não esteja restrita à disputa pela direita.

Diálogo e posicionamentos sobre lideranças políticas e STF

O pré-candidato também enfatizou a intenção de dialogar com eleitores dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro, destacando a importância de abordar temas como segurança pública com rigor e dentro da legalidade, sem recorrer à violência. Leite criticou práticas de corrupção associadas a lideranças políticas e defendeu a responsabilização judicial de presidentes que tenham cometido irregularidades, citando Lula e Bolsonaro como exemplos.

Além disso, defendeu que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) suspeitos de envolvimento com corrupção sejam investigados com rigor e, se comprovados os fatos, punidos de forma adequada, incluindo julgamento e possível prisão, para assegurar a credibilidade das instituições.

Reforma política e estrutura institucional

Leite também destacou a necessidade de uma reforma política ampla que inclua a discussão sobre a periodicidade dos mandatos dos ministros do STF. Segundo ele, sem essas mudanças institucionais, o país continuará sujeito a crises políticas recorrentes que dificultam o avanço nacional.