PANORAMA NACIONAL — JORNALISMO DE ANÁLISE E CONTEXTO sábado, 13 de junho de 2026
Brasil

Luiz Alberto Figueiredo é nomeado embaixador extraordinário para temas climáticos pelo Itamaraty

O Ministério das Relações Exteriores anunciou a nomeação do diplomata Luiz Alberto Figueiredo como embaixador extraordinário para Mudança do Clima. Com ampla experiência diplomática, Figueiredo já ocupou o cargo de ministro das Relações Exteriores durante o governo Dilma Rousseff e atuou como representante do Brasil na ONU, em Portugal e nos Estados Unidos.

De acordo com o Itamaraty, o novo embaixador terá a responsabilidade de fortalecer a presença do Brasil em fóruns internacionais relacionados ao clima, promovendo o engajamento do país no combate às mudanças climáticas. O cargo, que existiu entre 2007 e 2010, visa complementar a representação de alto nível do Brasil em eventos globais, incluindo o apoio à candidatura brasileira para sediar a 30ª Conferência das Partes (COP 30) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, prevista para 2025.

Estrutura e funções complementares

Paralelamente a essa nomeação, o governo federal trabalha na criação da Autoridade Nacional de Segurança Climática, órgão vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, com foco em aspectos técnicos e regulatórios da política nacional sobre mudanças climáticas. A ministra Marina Silva, responsável pela pasta, esclareceu que o cargo de embaixador para o clima não acumula funções com a Autoridade Climática, cuja liderança ainda está em definição.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, a Autoridade terá a missão de produzir subsídios para a implementação das políticas públicas de mitigação, adaptação e resiliência climática, atuando principalmente em âmbito técnico, com possibilidade de contribuir para as posições brasileiras em discussões internacionais.

Além disso, o Itamaraty instituiu a Secretaria de Clima, Energia e Meio Ambiente (SECLIMA), que coordenará as negociações internacionais sobre clima em cooperação com outros órgãos governamentais e a sociedade civil, garantindo que não haja sobreposição de atribuições entre os diferentes órgãos e representantes.