PANORAMA NACIONAL — JORNALISMO DE ANÁLISE E CONTEXTO quarta-feira, 3 de junho de 2026
Internacional

Senegal reforça penalidades contra relações entre pessoas do mesmo sexo e rejeita críticas internacionais

O primeiro-ministro do Senegal, Ousmane Sonko, manifestou-se contra pressões externas relacionadas à legislação do país que endurece as punições para relações entre pessoas do mesmo sexo. Em discurso no Parlamento, Sonko classificou como “tirania” a tentativa de países ocidentais de influenciar as políticas senegalesas sobre o tema.

Sonko afirmou que o Ocidente, por meio de seus recursos e controle dos meios de comunicação, tenta impor sua visão para o restante do mundo, enquanto países da Ásia, África e do Oriente Médio não apresentam críticas à nova legislação adotada pelo Senegal.

Contexto da nova legislação

Em março, o presidente Bassirou Diomaye Faye sancionou uma lei que eleva de cinco para dez anos a pena máxima para o que a legislação denomina “atos contra a natureza”, termo que se refere a relações entre pessoas do mesmo sexo. Além disso, a norma prevê de três a sete anos de prisão para quem promover ou financiar tais relações.

Desde a promulgação, as autoridades do Senegal realizaram diversas detenções com base nas novas disposições, em meio a uma política mais rigorosa em relação à comunidade LGBTQIA+ no país.

O primeiro-ministro afirmou que as críticas recebidas, principalmente da França, são uma questão interna dessas nações, e que o Senegal não pretende adotar tais práticas nem aprender com esses países.