O empresário e investidor na área de tecnologia Bryan Johnson, de 45 anos, tem direcionado recursos e esforços para um protocolo de rejuvenescimento, com o objetivo de reduzir sua idade biológica para 18 anos. Desde outubro de 2021, ele lidera o projeto Blueprint, que é acompanhado publicamente por meio de transmissões online.
Com uma equipe multidisciplinar composta por 30 profissionais, sob a coordenação do médico Oliver Zolman, Johnson investiu cerca de US$ 2 milhões em um ano para implementar um conjunto de medidas que envolvem intervenções médicas, acompanhamento constante e práticas de saúde rigorosas. O protocolo inclui o consumo diário de aproximadamente 24 suplementos e medicamentos, como metformina, licopeno, zinco e microdoses de lítio, além de uma dieta vegana controlada em calorias.
Monitoramento e rotina intensa
A rotina do empreendedor inclui uma extensa atividade física diária, com cerca de uma hora de exercícios variados e treinos de alta intensidade três vezes por semana. Os cuidados também abrangem a ingestão de sucos enriquecidos com creatina, flavonoides e colágeno, além de tratamentos estéticos para a pele e procedimentos como tingimento capilar.
Além disso, Johnson realiza monitoramento diário de parâmetros como peso, índice de massa corporal, glicemia, frequência cardíaca e oxigenação durante o sono. Mensalmente, são realizados exames laboratoriais e de imagem, incluindo ultrassonografias e ressonâncias magnéticas, para avaliar os efeitos do protocolo.
Contexto e perspectivas
Antes de iniciar o projeto, Johnson foi fundador da empresa de pagamentos Braintree, vendida por US$ 800 milhões em 2013. Motivado por preocupações com saúde e envelhecimento, o empreendedor direcionou seus negócios para o setor de biotecnologia, criando empresas como OS Fund e Kernel. Ele planeja avançar para experiências com terapias gênicas aplicadas em si mesmo, visando ampliar os resultados obtidos no Blueprint.
Segundo Johnson, o objetivo central do projeto é demonstrar que o declínio físico associado ao envelhecimento pode ser mitigado, desafiando a ideia de que a deterioração biológica é inevitável.
